73% das empresas brasileiras vão soltar agentes de IA sem governança madura. Eu já vivi o que acontece depois.

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73% das empresas brasileiras que planejam colocar agentes de IA autônomos em operação nos próximos dois anos vão fazer isso sem um modelo de governança maduro. O número vem de um levantamento global divulgado essa semana pela Deloitte: 95% das empresas no Brasil pretendem adotar agentes de IA em até dois anos, mas só 27% dizem ter governança madura para isso.

Eu li esse dado e reconheci o padrão na hora — não porque estudei o assunto, mas porque já vivi a versão anterior dele, décadas antes de “agente de IA” virar termo de vaga de emprego. A resposta direta é essa: o gargalo da IA no Brasil deixou de ser adoção. 951 mil empresas brasileiras já usam IA, segundo a ABES/IDC, e 86% já usam IA generativa. O gargalo virou governança.

Principais aprendizados

  • O gargalo da IA no Brasil não é mais adoção: 951 mil empresas já usam IA, mas apenas 27% das que planejam adotar agentes autônomos têm um modelo de governança maduro.
  • Governança que funciona nasce de decisão de negócio, não de comitê de compliance: dono nomeado, dado autorizado e escalonamento definido antes do incidente.

Gillian Pellegrino é fundadora da HAIA e tem mais de 30 anos de carreira em tecnologia. Escreve sobre o que aprendeu na prática.

Gillian Pellegrino, fundadora da HAIA

Sobre a autora

Gillian Pellegrino

Fundadora da HAIA, consultoria executiva de IA. Executiva com mais de 30 anos liderando tecnologia e operações em grandes corporações, apoia líderes na transformação da pressão por IA em resultado mensurável — com estratégia, governança e o humano no comando.

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